| O filho do homem - Magritte |
Era uma vez, em
um país fictício muito distante, a história inventada do homem imaginário que
resolveu protestar contra a corrupção. Saiu no seu carro de mentira em direção
ao protesto e no caminho lembrou-se de abastecer. Ainda com o dinheiro do voto
que havia vendido, encheu o tanque.
Chegando lá, viu
uma multidão, ficou feliz que finalmente o povo havia acordado para os abusos
de alguns - ainda gritou de dentro do carro em coro com muitos – "punição
aos corruptos!". E mais uma vez lembrou-se que precisava estacionar. Como
não encontrava uma vaga perto do protesto, estacionou ali mesmo, na vaga que
estava livre. - Vaga para
deficiente/idoso -.
Gritou em coro.
Fez selfie. Comeu e bebeu.
Ao voltar,
deparou-se com a polícia rebocando seu carro. Ficou indignado pela situação e
foi logo dizendo que todos eram um bando de ladrões que apenas queriam ganhar
dinheiro por meio de multas. – "Ódio desses corruptos!" - Gritou
antes de ir preso por tentativa de suborno para liberar o carro.
No dia seguinte,
foi solto e voltou para casa de ônibus com sua carteirinha de estudante falsa.
Indignado, ainda escreveu na rede social antes de assistir a série favorita na
TV a cabo pirata - "A culpa é dos 'outros'".