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Foto mais conhecida do fotógrafo francês Doisneau –
expressando o romance em Paris.
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Já era de se
esperar, é dia dos namorados, ora bolas! Claro que comprei o seu presente, como
iria esquecer essa data tão importante para nós? Disse vendo o sorriso daquela
que me olhava com olhos marejados.
A verdade era
que não fazia ideia do porquê da troca de presentes nessa data, mas como era
tradição (leia-se pressão )... Tinha quase certeza que havia sido obra de marketing, daquelas compre esse cinto e
segure o seu amor, e aposto que foi este mesmo comerciante de cintos que soltou
o boato que presentear perfume era perigoso, pois se usado até o final o amor
acabaria, para derrubar a concorrência. Muitos guardaram o frasco pela metade
de perfume e ainda sim viram o “amor” sair pela janela e correr pelo campo.
Ela, emocionada,
com a grande caixa de presente à mão abriu-a lentamente, e ao vê-lo não acreditou
e começou a chorar. Chorou copiosamente. Aguardei se recompor e retribuir ao
regalo de alguma forma. Com algum sorriso ou abraço que fosse.
Havia estudado,
tempos antes, que antigamente o amor era reconhecido e agradecido da forma mais
simples, porque este já era o principal. E tudo havia começado com Valentim,
um bispo da idade média, cuja história não é relevante neste momento, e que
depois de muitos anos o dia e mês de sua suposta morte foi relembrado pelos
amantes, principalmente com mensagens de amor na soleira das portas.
Preferi mudar a
tradição, confesso, era um pouco ultrapassada para os dias atuais. Hoje, o que
se coloca na soleira das portas são dívidas, e não é nada romântico.
Nem sorriso, nem
abraço. Fechou a porta à minha cara e de dentro da casa sussurrou – ele não me
ama.
Fiquei pensando
se era por que eu não havia desenhado um coração no cartão.
