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| Juárez Machado |
Sem dúvida, essa é uma pergunta que todo mundo (que ainda não
dança tango) deve se fazer; por que dançar esse ritmo? Além de outras
perguntas, com certeza, devem surgir, a
posteriori, algumas afirmações, como: tango é chique demais para mim; ou,
tango é complicado demais para mim...
Eu poderia listar algumas dezenas de coisas como forma de
convencimento, como o prazer de um abraço, quando se dança; a sinergia quando
da escuta de uma canção centenária que ainda vive, encanta e arrepia; a entrega
e a confiança quando da caminhada sutil e leve; os risos compartilhados durante
uma tanda, as amizades feitas e fortalecidas com as melhores pessoas que se
pode encontrar; o aprendizado com a história e a tradição de um patrimônio
imaterial.
Poderia, também, discorrer os motivos pelos quais o tango pode
mudar uma vida. Falar sobre o aumento da autoestima, a saída do sedentarismo, a
aquisição de saúde, o compartilhamento da felicidade.
Talvez até, transcrever depoimentos das dezenas de pessoas que
conheço e que tem algo a dizer sobre. Entretanto, sei que tais métodos, hoje,
surtem pouco efeito. Sei, inclusive, que poucos lerão até aqui.
Pensando nisso, tentarei responder à pergunta feita inicialmente,
da maneira mais prática, fácil e rápida possível, atendendo à demanda atual,
com outra pergunta:
Por que deixar para ser feliz depois?






